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Esses livro de alguma forma superam as nossas expectativas ou trouxeram algo inovador em seu enredo focando o diferente. Os que já possuem resenha no blog o link estará no nome do livro.



1. The Kiss of Deception - Mary E. Person

Eu já estava de olho nesse livro desde que vi a resenha no Geek Freak e fui atrás de tudo a respeito e quando a Darkside eu só disse: QUERO!
Por ser fantasia me ganhou logo. kkkkk Tenho fraqueza com esse gênero. Mas o que achei diferente foi você se tornar o detetive do enredo. A autora te confunde entre o príncipe e o assassino isso você terá que descobrir e é melhor ser antes de ser revelado para ter mais graça. A mocinha da história é bem diferente do que eu imaginava e conquistou meu coração. A história é na idade média e muito rica em detalhes sem parecer chato. Amei e tem resenha no blog.

 2. Talvez um dia - Colleen Hoover

Esse é um dos meus favoritos e a escrita é tão viciantes que eu só parei quando acabou.O enredo trás
alguns questionamentos, pois um dos focos principais é a traição. Talvez muitos larguem, mas o jeito como foi desenvolvido eu adorei. Nesta história ela também trata de deficiência, amizades e muita música. Gosto da CoHo tratar de assuntos fortes de uma forma diferente.





 
4. A thousand boy kisses - Tillie Cole

Eu descobri esse livro graças ao grupo de amigas no wpp: Leitura New Adult, as meninas não paravam de falar sobre o livro e não aguentei de curiosidade e resolvi ler. Sério eu fui ler sem nenhuma expectativa e ele me surpreendeu tanto que virou o favorito e de uma sensibilidade tão grande e com tantas lições de vida que é impossível não se emocionar e tentar mudar, graças a esse livro e aproveitar todos os momentos.





5. Desperately Seeking Epic - BN Toler

Outro livro que eu descobri graças às minhas amigas (obrigada amigas) foi esse e pense num livro
arrebatador (só consegui pensar nessa palavra para descrever). Não sendo diferente de A Thousand Boy Kisses ele nos dá um tapa na cara sobre lições de vida ( parece que eu gosto de lições de vida, para aprender mais), não podemos reclamar da nossa vida e sim amar cada momento e saiba que a vida é muito curta para ser sutil...



6. Novembro 9 - Colleen Hoover

Eu não poderia terminar o ano sem falar de uma das minhas autoras favoritas (e da Mary tbm): Colleen Hoover (CoHo).  Esse livro foi dificil escolher entre muitos que li dela, pois teve It ends with us (que até fiz resenha sobre ele) e que é maravilhoso, mas Novembro 9 me pegou que virou favorito 2016, não consigo colocar em palavras o meu amor por esse livro. Sério, eu comecei a ler e a cada palavra escrita me tocou e me identifiquei tanto que pensava que alguém estava escrevendo sobre mim rsrs. A Colleen é uma diva na maestria das palavras, qualquer diálogo que tem nos livros dela vira poesia. Achoo que ele é um dos meus favoritos da Colleen.


7. Too Late - Collen Hoover

Só está dando Collen aqui rsrsrsr. Essa história foi publicada no wattpad, mas como muitos ainda não Ungly Love traduziu para os fãs (super amei isso). Não gosto de ler pela plataforma, mas queria tanto ler esse livro que fui. Gente! Sem  palavras o enredo é de arrebentar com o coração e a mente, tem cenas muito fortes que a cada final de capitulo você quer saber mais por que é cada cena que você fica: What?
sabem ler em inglês a página
Fala muito de opressão feminina, escolhas, amor proibido, drogas e problema psicológico. É uma trama envolvente e eu super amei e quero ele físico, por que sim.



Essa série sei me conquistando de uma forma que nem eu sei como kkkk.
A personagem feminina é forte, o ambiente é bem descritivo, os seres que vivem por lá são fodas (desculpa a palavra, mas são) e não sei quem leu trono de vidro, mas essa outra saga não me atraiu, mas essa das cortes é maravilhosa. A Sarah tem uma precisão de bombas nessa série que NOSSA ela arrasa. Se você se você tem coração fraco, cuidado, vem revelações fortes. E claro, sou suspeita amo fantasia e essa série me pegou de jeito. Super indico.


 
9. Raio de sol

Eu irei amar e defender esse livro para sempre. Eu fui ler esse livro sem nenhuma expectativa mesmo, para mim era só mais um livro e não iria me tocar. Só que eu quebrei a minha cara com essas impressões que tinha do livro kkkkk.
Esse livro foi um presente em 2016 e um dos melhores presentes. Não consigo nem expressar em palavras o quanto esse livro é maravilhoso e precioso (só você lendo para saber)...


10. Midnight Lily

Não podia faltar na lista de melhores de 2016 a minha escritora favorita: Mia Sheridan. Teve algumas pessoas que não gostaram e outras amaram (eu). Este livro é muito controverso, porém é de uma beleza tão linda. O tema abordado nele é muito difícil ver em livros por aí, por isso ele é único. Não importa quem você é, se você é doente ou possui algum distúrbio você também pode amar e ser amado e ser a história mais linda de amor.






Esperamos por um 2017 com leituras ainda mais gostosas como essas. Bjos, Edy e Mary. <3
Vou dar uma de fangirl, pois sou muita fã dessa mulher e dessa história que me tocou profundamente...
Meninas, olhem que capa mais linda dessa história que virou uma das minhas favoritas de 2016. Esta postagem não é uma resenha (ainda), é apenas para vocês suspirarem e ficar na expectativa para ler esse livro maravilhoso.
Aviso: preparem vários lenços, seu coração e guarde seus suspiros. lágrimas e risos para esse livro espetacular.
E ainda tem as melhores quotes e a cena mais linda de amor, descrita de forma única e inesquecível. Em quesito de escrita Sofia se compara a Amy Harmon, Colleen Hoover, Mia Sheridan. Então só leiam essa história quando ela sair na Amazon. Já li duas vezes e não vejo a hora de ler de novo, mas agora com muitas coisas novas e ainda mais lindas.

Data prevista de lançamento: 6 de dezembro!






SORRISOS QUEBRADOS
Sinopse:
Paola
Perante Deus, o meu marido prometeu me amar.
Cuidar de mim. Ser meu amigo.
Perante todos, disse que me amava. Que íamos ser felizes.
Viver para sempre juntos.
Mentiu em tudo.
Até que um dia, perante mim, ele disse que ia me matar. E não mentiu.
A partir desse dia vivi escondida no meu mundo, até o André aparecer.
André
Não procurava nada. Não queria ninguém.
Não depois de tudo que vivi.
O meu coração estava escondido na escuridão, até a Paola surgir com as suas cores, pintando a minha vida.
Sorrisos Quebrados é um romance colorido entre duas pessoas Quebradas por relacionamentos passados. Uma história de superação dos próprios medos e promessas.

2015 começou e como perceberam nosso blog deu uma paradinha. Infelizmente!!!
Mas queremos voltar, contudo e terá novidade por aqui, então acompanhe.
O ano de 2014 foi muito bom e tive leituras que me impressionaram demais. E claro, foi meu ano de nacionais. Nunca tinha dado uma chance e quando dei eu pensei: Meu pai olha o que eu estava perdendo!
Enfim, muitas leituras que me deixaram com exemplos maravilhosos de vidas e outras que me fizeram não só pensar na vida como sorrir horrores. E aqui vai o meu top 10, ops top 7. Alguns foram trilogias então conta como um só para mim.

1. Entre o amor e o silêncio – Babi A. Sette


Livro romântico e fofo em cada detalhe. Não é aquele romance mimimi não e sim um amor que ultrapassou muitas barreiras e que libertou os protagonistas para um novo futuro. Simplesmente amei. Ri muito e fiquei chocada em vários momentos.

2. Uma canção para uma Libélula – Juliana Daglio


Esse é um livro que trata de uma doença um pouco despercebida pelas pessoas a Depressão. Um drama que mexeu com meu interior e vasculhou a minha mente. Muito linda a história e as vezes nos coloca no lugar da personagem em questão.

3. Série Lilac – Deise Muller

O que falar dessa série? Eu simplesmente amei, odiei e sorri ao mesmo tempo em vários momentos. Meu amado Delion. Sim, se pudesse casava com esse personagem. E logo que o foco do livro envolve feiticeiros ahahahahahah não podia ser melhor. 

4. O melhor de mim – Nicholas Sparks

Esse foi o primeiro de muitos que irei ler desse autor. Como sempre digo Nicholas é que nem uma macieira quando menos você espera pode pegar uma maçã podre. Não querendo dizer que o livro é ruim, mas para quem já é acostumado com os livros dele alguns nem sempre tem o final romântico. Mas nos deixa com muitas coisas para pensar.

5. O Desafio de Ferro – Cassandra Clare & Holly Black


Essa dupla arrasou no quesito criatividade sem deixar ponta solta. Só deixou algumas para ficarmos muito mais curiosos no segundo volume. Eu gostei do enredo do começo ao fim. Simplesmente divas. E não deixaram a peteca cair em momento algum no texto.

 6. Trilogia Divergente – Verônica Roth


Essa série é maravilhosa. Mas sempre tem um porém. Por que aquele final (sem spoiler)? Verônica me deu uma apunhalada no coração, mas mesmo assim ainda amo a série demais. E que venham os filmes.

7. Métrica e Pausa – Colleen Hoover

E por fim e não menos importante a trilogia slammed. Muito fofa!!!! O casal me arrancou suspiros e as confusões me deixaram louca para saber se realmente iam ficar juntos. Já estou com o terceiro em mãos e já está na meta de leitura e amo demais essa autora.

Esses foram os livros que mais representaram no meu ano de 2014 e podem ter certeza que em 2015 terá muito mais.
Coleção: Medo
Autor: Caio Riter
Editora: Edelbra
Ano: 2013
Paginas: 139
Faixa etária: a partir dos 15 anos

Sinopse:
Vampiros são seres das trevas, sugadores de sangue humano, almas perdidas entre a vida e a morte que povoam o imaginário nas mais diferentes culturas. Homens e mulheres sem reflexo no espelho, criaturas que fogem da luz solar, que se escondem nos subterrâneos, nos porões. Isentos de compaixão, matam suas vítimas retirando-lhes até a última gota de sangue.

Após a separação dos pais de Maria a sua mãe resolveu fazer uma viajem com ela para espairecer. Já que havia se separado recentemente e o marido já estava saindo com outra. Mas o que seria apenas uma viajem de mãe filha revelou outras aventuras não tão boas.
O destino foi à Itália, mas precisamente para Vicenza uma cidadezinha rústica e pacata e que esconde um grande mistério. Logo no começo da viajem quando esperava para embarcar ela encontra um garoto bonitinho, mas estranho. Que não parava de lhe observar. Para a sua mãe era só mais um rapaz apaixonado, mas para Maria aquilo a estava incomodando. Ao partirem ficaram sentadas perto da poltrona do garoto que se chama Caim Sexto. Ele não parava de reparar em Maria.
Após posarem ele se ofereceu para racharem um táxi já que ele as escutou falando que iriam para Vicenza e era sua mesma rota. E para a infelicidade de Maria a mãe aceitou, pois achava aquela situação engraçada.
No caminho ele contou o porquê dele estar indo para aquela cidade. Maria ficou chocada, já que o menino estava à procura do pai que nunca conheceu. Maria e a mãe desceram e Caim seguiu seu trajeto, mas antes de partir disse que queria reencontra-la no dia seguinte e lhe deu o enderenço de onde estava.
O dia seguinte chegou e ele nunca apareceu preocupada foi atrás do tal enderenço e a partir dai que a historia desenrola, pois a Maria se encontra com Caim e seu suporto pai Lázaro Palladio um homem sedutor e cheio de charme. Ela ficou para o jantar e se encantava cada vez mais. As visitas ficaram diárias a casa de Lázaro e quando chegou o ultimo dia de sua estadia na cidade ela vai a casa se despedir de Caim e somente Lázaro está. Ela não quer ficar, mas algo mais forte a chama e quando ela se depara já está sozinha com ele na sala. Em um momento de estremo fantasia ele chega tão perto que ela pensa em beija-lo com todo fervor, mas ele na verdade a morde no pescoço o que lhe tira do transe e algo abala seu sistema nervoso no qual ela perambula pela casa pedindo socorro e ninguém aparece e a única solução foi correr para a rua.
Sim ela acaba parando no hospital e vendo marcas no pescoço que só ela podia ver. Ela voltou para a cidade e sabia quem procurar Sua amiga Marta que era fascinada por vampiros e também era uma caçadora e ela não sabia.
"(...) eu queria era sair correndo até a casa de Lázaro e dizer que, se ele pedisse para eu ficar, eu ficava. Porém, claro que não fiz isso. Não fiz. Isso não. Talvez, você, que lê estas minhas palavras, julgue que eu tive culpa. E eu tive mesmo. Mas não uma culpa total. Acho que me deixei levar. Ou que fui levada pela sedução do Lázaro a fazer o que fiz. Na verdade, se existe um culpado, talvez seja mesmo o Lázaro. Não tenho muita clareza. Acho que sim. Mas ele tentou. Quis reverter tudo. Porém, aquele desgraçado surgiu e acabou de vez com essa possibilidade."(pág. 31)
Ao decorrer do livro podemos acompanhar a trajetória de sua transformação e os obstáculos que ela tem que passar para tentar arranjar uma solução antes que a transformação se complete e várias descobertas são feitas não só na vida de Maria, mas na de Sexto e de Marta.
Primeiro fiquei intrigada por ser um livro brasileiro e de vampiros *-*. O autor Caio Riter soube criar muito bem uma vampira brasileira sem sair do tradicional resgatando as antigas origens. No livro ele também cita autores como Anne Rice e Bram Stocker que são clássicos em relação aos vampiros, mas também não foge de nossa atualidade.
De primeira impressão eu achei que não ia gostar, mas só de ler a orelha já me deixou cheia de pontos de interrogação e sim eu tinha que devora-lo o mais rápido possível. Os capítulos são como se fossem diários e depois vem a narrativa em questão e o que é legal é que da aquele contraste de antes e depois e as vezes o depois e o antes parece muito louco, mas eu achei muito legal e autentico. As ilustrações são lindas e combinaram bastante com história por serem bem mórbidas.




E logo no finalzinho vem um Arquivo Secreto dos Vampiros onde resgata um pouco da cultura de alguns povos em relação ao ser em questão e algumas dicas de filmes os quais eu já assisti quase todos. Além do final ser devastador sabe aquele gostinho de quero mais e você vira a folha e não tem mais nada? Pois é, foi assim que ele me deixou.
Filmes citados:
- Garotos Perdidos (1987)
- Drácula de Bram Stoker (1992)
- Entrevista com um Vampiro (1994)
- Um drink no inferno (1996)
- A hora do espanto (2011)
Autor: Raimbow Rowell
Editora:Novo Século
Ano: 2013
Paginas: 328
Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.
Sabe aquele romance que te toca bem no fundo do coração? Eleanor & Park é esse tipo de romance.
Ele é tão fofo, tão bobo, tão lindo que não sosseguei emquanto não terminei de ler.
Ele é feito tanto para aqueles que já souberam o que é ter o primeiro amor, quanto para aqueles que um dia ainda irão descobrir.
Ele nos mostra o que é estar apaixonado de verdade. Não, apaixonado não. Ele nos mostra o que é amar de verdade.
Claro que nem tudo são flores no relacionamento deles. Ambos vivem em situações (e famílias) completamente diferentes. Park é filho de uma coreana, tem um irmão mais novo, percebe-se que é uma família que se ama muito (você vê isso quando Park descreve a relação dos pais). É engraçado ver eles reunidos.
Já Eleanor possui cinco irmãos, que tentam se apoiar ao máximo que podem, principalmente quando a mãe está em apuros. Seus pais são separados, então eles moram com a mãe e o padrasto, sendo que este ultimo não é flor que se cheire.
Além do padrasto abusivo, Eleanor ainda enfrenta alguns problemas com algumas garotas na escola.
Em meio ao caos Eleanor conhece Park, se estranhando no começo. Park apesar de achar aquela ruivona estranha começa a emprestar seus gibis favoritos e compartilhar seu gosto musical com ela.  Todo o relacionamento deles começa dentro do ônibus escolar. Vemos como a história deles se desenrola, o que começa sendo apenas uma amizade sem compromisso, acaba se tornando um amor onde um não pode viver sem o outro.
“Sempre que via Eleanor, ele não conseguia mais pensar em se afastar. Não conseguia pensar em mais nada.A não ser tocá-la.
A não ser fazer qualquer coisa que pudesse ou tivesse de fazer para vê-la feliz” (p. 94)
E tudo isso sem ser um romance meloso, cheio de açúcar. Ele é fofo, engraçado e lindo demais.
Indico sem medo.
A capa tá linda e tem tudo a ver com a história.
Aproveitem a leitura.
“Ela olhou para Park. Dentro dos olhos verdes dele Você salvou minha vida, ela tentou dizer.  Não para sempre, não definitivamente. Provavelmente, só por certo tempo. Mas salvou minha vida, e agora eu sou sua. O que sou agora é seu. Para sempre” (p. 311). 

Autor: Fábio Gai Pereira
Editora: Adelbra
Ano: 2014
Paginas: 29
Faixa etária: 5 a 9 anos

Sinopse:

João Leonardo era um menino perguntador. Se tinha uma dúvida, perguntava mesmo. E a história do ovo deu pano pra manga. Cresceu, deu cria na cabeça do João e levou-o a muitas outras perguntas, que trouxeram mais dúvidas, que viraram outras tantas perguntas para as quais ele foi buscar as respostas. A história de João Leonardo é um estímulo para reflexões de natureza filosófica e dá conta de uma necessidade que as crianças também têm: refletir para resolver seus problemas.
 João Leonardo é uma garotinho de 8 anos curioso como qualquer outra criança, mas por uma simples dúvida ele praticamente deixa todo mundo curioso. Não só o próprio, como o leitor.
A questão do livro é O Ovo e a partir dai se dita o titulo do livro: O espelho das diferenças.
João queria saber por que os ovos são ovos? E se todo ovo era igual? E onde já se viu ovo ser igual ao outro se animais diferentes botam ovos?
“- Esses ovos são diferentes. O tamanho deles. Não é o mesmo. E a cor dessa pelezinha que cobre a gema. Uma pelezinha é diferente da outra. Então, se um ovo não é igual ao outro ovo, como é que a gente chama os dois de “ovo”? Como duas coisas diferentes podem ser iguais?”. (pág. 5)
Achei as perguntas do garoto muito capciosas para sua idade e simplesmente me intrigou. Eu li o livro para o meu filho de seis anos que ficou altamente curioso (o que é normal).
Eu como mãe também fiquei (rsrsrs) o mais interessante do livro é que a discussão não gira só em torno do ovo, mas da ciência quando a professora do João lhe mostra os estados físicos com o ovo. Que no caso da clara: quando o ovo está cru, ela é liquida e quando está cozido, é solida.
“Foram muitas maneiras diferentes de ver o ovo. Cru, cozido com casca, cozido sem casca e até ovo cru sem casca. Mas todos esses ovos continuavam sendo chamados do mesmo jeito: ovo.” (pág. 19)
Outra coisa que achei interessante foi à comparação com os humanos. Todos somos humanos, mas também somos diferentes.
“Ora, somos humanos porque temos ideias. Mas também somos diferentes porque temos ideias diferentes”. (pág. 26)
P.S: O autor soube gerar uma discussão saudável e eu adorei. O tema é muito sugestivo e pode ir além do ovo. A criação fica entretida não só nas imagens e sim na história.
Sendo contada com entusiasmo e com interação não só a criança se envolve como o adulto também.
P.S²: As ilustrações feitas pela Martina Schreiner são maravilhosas, com cores vivas que ajudam a prender a criança a leitura.


Autor: Juliana Daglio
Editora: Deuses
Ano: 2014
Paginas: 235

Sinopse: Era uma comum primavera numa fazenda qualquer, mas um encontro inusitado aconteceu: a Menina e a Libélula se viram pela primeira vez. Assombrada por um medo irracional da Morte, a Menina é marcada por esse encontro para o resto de sua vida. Compõe então uma canção em seu piano, homenageando a misteriosa libélula. Os anos se passaram, Vanessa vivia em Londres e tinha a vida cercada por seu iminente sucesso como pianista, porém, algo aconteceu, mudando seu destino: Uma doença, uma viagem e um reencontro.  Vanessa precisará encarar fantasmas que sequer lembrava um dia terem assombrado sua vida, tendo de relembrar a morte do irmão e reviver seu conflito com a mãe. E mais importante e mortal, conhecer a grande antagonista de sua vida, a quem chama de Vilã Cinzenta.  De Londres a São Paulo, dos Palcos aos Lagos. “Uma canção para a Libélula” é a história de uma alma perdida e de sua busca por quebrar o casulo de sua existência, para só então compreender o sentido da própria vida. Este livro é um profundo mergulho em uma mente nebulosa, permeada por lagos obscuros e pela inusitada morte; não havendo sequer esperanças. 
Este livro chegou as minhas mãos por meio do Book Tour Uma Canção para a Libélula feita em parceria com a autora Juliana Daglio.
Neste livro acompanhamos a Vanessa dos Santos, onde se passa também alguns flashs de sua infância que lhe trouxeram transtornos futuros. Acompanhamos sua grande estreia nos palcos como pianista renomada, mas que não dura muito por seu pai se encontrar doente e ter que volta para sua terra natal o Brasil mais precisamente São Paulo.
Há 14 anos ela vivia em Londres com sua tia Lorena onde deu profundidade aos estudos para se tornar pianista. Podemos acompanhar que ela sofre de pequenos transtornos o que a deixa por fora da realidade em alguns momentos. Aos poucos percebemos que isso vai ficando mais frequente e observamos que nossa protagonista não está bem e isso tudo piora quando ela volta para o Brasil.
"Depois de uns quinze minutos naquele silêncio, somente com meus pensamentos, tentei controlar meu medo e minhas lembranças, impedindo-as de emergir, quando de repente, ao invés de me acalmar e esfriar a cabeça, acabei me percebendo vazia. Aquele vazio era diferente, desconhecido. Não era bem um vazio, era o que as pessoas chamavam de solidão." (pág. 51)
Sua vida anterior a Londres foi muito sofrida e o grande motivo era a sua mãe Valéria, que a maltratava e a humilhava constantemente por achar que o nascimento dela tenha acabado com sua carreira de modelo. Mas o pai por outro lado sempre esteve ao seu lado, mas não podia ver que aos poucos sua filha adoecera e sua mulher já estava no estopim da doença.
Ao decorrer do livro você percebe que os desafios que ela enfrenta são muito mais do que pequenos empecilhos como o marido da tia que quer que ela tenha uma vida independente, ou melhor, a mandando embora civilizadamente, o ex-namorado jogando verdades na cara dela a deixando mais perturbada, o empresário que fica colocando-a contra parede para manter mais e mais compromisso e lhe deixando em grande pressão, a mãe que faz de tudo para que sua vida seja um inferno a pesar de ela não ter feito absolutamente nada ou uma recordação do passado que não sai dos seus sonhos. A vida da pequena Vanessa é um mar de sofrimento e a sua Vilã Cinzenta como ela chama e que lhe perturba que é nada menos que a DEPRESSÃO não a deixa sozinha momento algum.
"-Eu deveria saber que você não iria aceitar - soltou com certa brutalidade. - Você está sempre ocupada demais com suas partituras! Sempre reclusa e antissocial! O que uma garota tão triste e infeliz iria fazer com um casamento? Acabar com ele!" (pág. 36)
O livro mexe com o leitor como ninguém. Creio que quem já teve a possibilidade de tê-lo em mãos sentiu o mesmo. Não tem como você não se sentir no corpo dela em alguns momentos. Eu fiquei pensando: Meu pai como pode uma mãe ser assim? Eu odiei a Valéria com todo o meu ser, mas por um lado eu pensei  e pensei e vi que talvez é só uma hipótese ela a trate assim por que sofre do mesmo mal. Há mães que tem depressão pós-parto e o mesmo pode ter acontecido com ela e diante da perda da carreira dos sonhos se agravou ainda mais. Claro que isso não justifica as maldades, mas pode ser um rumo que a historia pode dar. A Libélula é um grande fator importante na vida da Vanessa, mesmo por ser um bichinho peculiar, ele é quem conhece seu verdadeiro eu.
"Em minha mente vi aparecer a imagem de uma libélula voando. Logo me vi cercada pelo azul e pela grama verde da fazenda de minha vó. Uma lembrança que remontava quase vinte anos. (...)(...) A lembrança boa não durou muito. Havia um lado sombrio, oculto, morando nela também, e ele me venceu. A morte apareceu de novo. Ela me observava sucumbir ao medo que me dominava. Eu já a conhecia, sabia de sua força, já que éramos velhas conhecidas." (pág. 52)
Eu amei o livro do começo ao fim é um drama lindo e você também aprende muito da doença. Eu havia falando anteriormente sobre me sentir em alguns momentos como ela, mas não que eu tenha passado pelo mesmo problema, mas em alguns termos todos nos sentimos sozinhos às vezes e nos perguntamos o porquê de estarmos aqui e já conhece pessoas que sofreram só mesmo mal e igual a ela e até a ponto de chegar ao suicídio. Pude perceber que a pessoa não nasce e sim pode adquirir com momentos de grandes emoções ou com o tempo.
O livro lembrou-me um trecho da música de Charlie Brown(Só os Loucos Sabem):
(...)Eu segurei minhas lágrimas, 
Pois não queria demonstrar a emoção,
Já que estava ali só pra observar 
E aprender um pouco mais sobre a percepção,
Eles dizem que é impossível encontrar o amor 
Sem perder a razão,
Mas pra quem tem pensamento forte, 
O impossível é só questão de opinião
E disso os loucos sabem, só os loucos sabem,
Disso os loucos sabem, só os loucos sabem(...)

Link: http://www.vagalume.com.br/charlie-brown-jr/so-os-loucos-sabem.html#ixzz3E4rKSYqq
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